Três semanas depois...
Ethan Devereux estava nervoso. Seus olhos permaneceram fixos no altar da pequena igreja, enquanto o som suave das orações do pai ecoava pelas paredes de pedra. Ele tentou se concentrar, mas seus pensamentos se agitavam como uma tempestade. Sua respiração era rápida e irregular, uma mistura de ansiedade e excitação. Nunca imaginei que ficaria preso neste momento. Ele estava pronto para se casar com Tabita, uma mulher que ele amava profundamente, o que significava mais do que qualquer batalha que ele enfrentaria. Este foi um novo tipo de compromisso, um ato de fé que ou afastava de tudo ou que conhecia até então.
De repente, quando as portas da igreja se abriram suavemente, seus pensamentos foram interrompidos. Ele levantou os olhos e ficou viúvo. O tempo parece parar. Tabitha avança como corredora, de braços dados com Amélie, em direção a uma mulher que a criará como mãe. O vestido de noiva foi feito de um branco puro, com delicados bordados de linho que realçavam sua elegância natural. Uma leve luz cobria parcialmente seu rosto, mas ele não conseguia esconder o brilho de seus olhos nem o sorriso tímido que iluminava seu rosto. Seus cabelos ruivos estavam cobertos de pentagramas simples, adornados com pequenas contas que brilhavam à luz das velas. Um fino colar de diamantes, presente de Ethan, repousava em seu colo. Ela parecia ter saído de um sonho, radiante e serena, como se estivesse toda adormecida e perdida no passado, agora apenas sombras distantes.
Ethan sentiu uma onda de calma invadir seu coração. Todas as mídias e dúvidas se dissiparam num instante. Ela era sua âncora, sua força, a razão pela qual ele lutou e sobreviveu. Quando Tabitha caminhou até o altar, Amélie abriu os olhos para ela uma última vez antes de entregar Ethan. O toque foi firme, silencioso e abriu suavemente, transmitindo a mesma certeza que senti agora.
"Você é bonita", ele murmurou, com um sorriso sincero.
Tabitha corou levemente, ou sorria dela para crescer.
O pai iniciou uma cerimônia, mas para ambos as palavras eram um tanto distantes. Quando trocamos nossos votos, cada palavra foi dita com profunda emoção, uma promessa não apenas de amor, mas de cura, redenção e um futuro juntos.
— Eu os declaro marido e mulher. Você pode beijar a noiva.
Ethan fez uma reverência e sorriu com delicadeza, não deixando ecoar os aplausos e murmúrios animados de seus convidados. A recepção foi uma ocasião animada, cheia de risadas, brindes e dança. Tabitha e Ethan receberam os parabéns de todos os presentes, enquanto Amélie, orgulhosa, não escondeu a emoção de ver sua protegida tão feliz. Quando a noite começou a cair, Ethan pegou a mãe de Tabitha e saiu da sala de estar, onde uma carruagem decorada com flores a esperava.
— Para onde estamos indo? - ela perguntou, intrigada, mas sem parar de sorrir.
"Que surpresa", respondeu Ethan, com um brilho misterioso que ele não conseguia sentir. - Confie em mim.
Ela sorriu, sem hesitar.
A viagem foi tranquila, como o trote ritmado de dois cavalos amontoados numa carruagem e um pouco distantes das árvores balançando ao sabor do vento. Tabitha sentou-se ao lado de Ethan, com a cabeça apoiada no ombro dele, enquanto ele acariciava gentilmente sua mãe. Por um momento, senti como se estivesse em um sonho, onde o passado e as coisas que eu carregava pareciam ser apenas memórias descartadas. À medida que a paisagem começava a mudar, Tabitha notou os campos verdes dando lugar ao mar fresco e fresco que vinha do mar. O sol refletia nas águas distantes, e ela levantou a cabeça, intrigada.
— Vamos para o Porto? —perguntou, uma curiosidade para brilhar em nossos olhos.
Ethan sorriu enigmaticamente.
- Talvez. Você verá.
O coração acelerou ligeiramente. Era estranho que Ethan mantivesse as coisas em segredo, mas Tabitha não conseguiu esconder o sorriso quando percebeu que ele estava planejando algo especial. Quando cheguei ao porto de Plymouth, senti uma onda de nostalgia. Enquanto os barcos balançavam suavemente nas águas das quedas d'água, e os sons do movimento dos marinheiros e dos gaivotas encheram o ar. Ethan pegou o carro primeiro e me ofereceu para ajudá-la a sair. Tabitha olhou para trás, confusa e expectante. Mas foi quando vi um navio atracado mais à frente que senti meu coração parar por um instante.
— Ou Azure? — ele murmurou, reconhecendo imediatamente o navio com velas brancas e estrutura imponente. Os olhos dos encheram-se de làgrimas ao avistà-lo, como se o tempo tivesse acontecido ao momento em que se conhecia. Ethan observou a emoção dela e abriu os olhos para mim com ternura.
— Para a ilha? — ela perguntou, com uma voz um pouco vacilante que a surpreendeu de antemão.
Ethan assentiu, seu sorriso agora suave e cheio de significado.
— Pensei que seria o lugar perfeito para passar nossos primeiros dias como marido e mulher. Foi aqui que tudo começou, Tabitha. Onde o destino nos une.
Ela sentiu as lágrimas escorrendo pelo seu rosto, mas eram lágrimas de felicidade. Sem hesitar, ele se jogou em seus braços, envolvendo-se em um abraço aberto.
"É inacreditável, Ethan", ela murmurou contra ele. - Obrigado.
Ele se inclinou para olhar a cabeça dela, segurando-a com firmeza.