Uma viagem de volta aconteceu em silêncio.
Nenhum silêncio desconfortável.
Mais danos surgem quando duas pessoas estão ocupadas com seus próprios pensamentos.
As luzes da cidade passam pela janela do carro como pequenos burros dourados.
Mia observou tudo realmente energizada.
Uma conversa em um restaurante ocupou sua mente.
Como palavras de Dona Helena.
Para a área de Miguel.
À tristeza que aparece em seus olhos por apenas alguns segundos.
E, da mesma forma, uma história interessante parecia ter sido contada.
Quando o carro para, Miguel unligou ou motor.
— Nós, chegamos.
Mia assentiu.
— Obrigada cabelo jantar.
Elas são irmãs.
Um suave sorriso.
Mais cansado do que antes.
— Estou muito grato.
Vamos subir juntos no teleférico.
Ou silêncio voltou para acompanhá-los.
E, pela primeira vez desde que visitei a cidade, Mia não sabia exatamente o que dizer.
Quando entramos no apartamento, Miguel atirou como um saco e deu alguns passos na frente.
Ele parecia distante.
Considerado.
Como adicionar esse prisioneiro em alguma lembrança.
— Nova jibóia, Mia.
A craca que ele estava tentando fazer parecer normal.
Mas havia algo diferente.
Algo mais pesado.
— Nova jibóia.
Miguel nodiu ligeiramente.
Depois seguiu corredor de cabelo.
Mia o observou aberto para porta do quarto.
Por um momento, tens de dizer alguma coisa.
Qualquer cosa.
Perguntar era ser.
Perguntando queria falar.
Mas não encontrou coragem.
Nem achou que tivesse esse direito.
Então apenas ficou parada.
Observando.
Miguel entrou no quarto.
E fechou a porta.
O clique suave da fechadura ecoou pelo corredor.
Mia permaneceu imóvel por alguns segundos.
Sentindo uma estranha sensação de vazio.
Então respirou fundo e caminhou até o quarto que estava usando.
Fechou a porta atrás de si.
O silêncio era completo.
Ela se aproximou devagar do espelho.
E parou.
Por um momento, apenas observou seu reflexo.
O vestido.
O penteado.
Os brincos.
O colar.
Tudo parecia pertencer a outra pessoa.
Não à garota que passava os dias organizando prateleiras de supermercado e as noites servindo mesas no Restaurante Estrela da Serra.
Ela ergueu a mão lentamente e tocou o colar.
Ainda parecia impossível acreditar.
Poucas semanas antes, sua maior preocupação era conseguir pagar as contas no fim do mês.
Agora estava em uma cidade enorme.
Hospedada no apartamento de um produtor musical.
Depois de gravar sua primeira música.
Depois de viver uma noite que jamais imaginou viver.
Mia sorriu sozinha.
Um sorriso pequeno.
Quase triste.
Porque, junto com a felicidade, veio uma lembrança inevitável.
Aquilo não duraria para sempre.
Faltavam apenas três dias.
Três dias.
Depois disso, ela voltaria para casa.
Voltaria para o supermercado.
Voltaria para o restaurante.
Voltaria para a vida que sempre conheceu.
Seu olhar baixou lentamente.
Talvez tudo aquilo tivesse sido apenas um sonho bonito.
Daqueles que a gente sabe que vão acabar antes mesmo de terminarem.
Ela sentou na cama.
Abraçou os joelhos.
E ficou olhando para o cartão da produtora que ainda guardava na mochila.
O mesmo cartão que a tinha trazido até ali.
Por alguns instantes, deixou os pensamentos vagarem.
Pensou em Miguel.
Pensei em como a vida dele tinha mudado desde o dia em que entrou no supermercado.
Pensou em como el accreditou nela antes de ela accreditasse em si mma.
E este é o fes seu peito abrir.
Porque, pela primeira vez, ele quase não perdeu uma oportunidade.
Estou pensando em perder alguma coisa.
Algo que, ao que parece, também estava se tornando importante.
Mia deitou-se devagar.
Mais atraso no sono.
Do outro lado do corredor, Miguel também permaneceu de acordo.
Sentado no quarto andar.
Sentindo o cheiro das luzes da cidade.
Prisioneiro em lembranças que ainda não podia abandonar.
Não consigo imaginar que, ao mesmo tempo, quem mudou de vida estivesse pensando exatamente nele.