Vientos de Pasión – Una Verdad Oculta L2

Capitulo 28

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Vozes ecoavam pelo salão, misturando-se ao som refinado da valsa que deslizava sob os dedos ágeis do quarteto. O ar estava impregnado com o aroma de flores frescas e as fragrâncias sofisticadas da aristocracia.

Clara examinou a sala. À sua esquerda, sua mãe permanecia serena — um pilar de força silenciosa, lembrando a todos que ela não estava sozinha. Mesmo assim, ela sentia os olhares, os sussurros escondidos atrás dos ventiladores, o peso de um escândalo que ainda pairava sobre seu nome.

Ela baixou a cabeça e pediu permissão à mãe. Atravessou a sala com a intenção de se juntar a Theo, que conversava com outro grupo. Mas, antes que pudesse alcançá-la, uma figura apareceu diante dela.

— Senhora Clara.

A voz da Duquesa de Suffolk era suave, porém imponente, com a autoridade de alguém que não precisava de motivo para elevá-la. Alta, elegante e discretamente sofisticada, a Duquesa atraía a atenção sem esforço.

Clara fez uma reverência.

— Vossa Graça.

A duquesa reconheceu o gesto com um leve aceno de cabeça, seus olhos cinzentos analisando-o com genuína curiosidade.

"Devo dizer que você está deslumbrante esta noite." Ela fez uma pausa antes de acrescentar, em tom gentil: "Imagino que estas últimas semanas tenham sido... desafiadoras para você."

Clara entendeu imediatamente o que ele estava dizendo. Com voz firme e sem hesitar, ela respondeu:

— A forma como a sociedade nos vê depende do que escolhemos aceitar, Vossa Graça.

Por um instante, um lampejo de aprovação surgiu nos olhos da duquesa, seguido por um sorriso discreto.

— Uma resposta sensata. Espero que você aproveite a noite.

Clara sustentou o olhar dele.

— Vossa Graça, é um prazer ter sido recebido em seu baile.

A duquesa assentiu com a cabeça, satisfeita, antes de se afastar graciosamente. Theo aproximou-se, com um brilho travesso nos olhos.

"Vejo que você já conquistou a aprovação do dragão", murmurou ele, em tom de brincadeira.

Clara ergueu ligeiramente o queixo, permitindo-se um momento de triunfo, mas o peso de um olhar permaneceu fixo nela.

Theo o observava, escondida atrás do leque. O homem podia até estar acompanhado daquela víbora, mas a tensão em seu corpo o traía — o maxilar cerrado, os dedos cerrados em torno da taça de conhaque e, acima de tudo, o olhar fixo na amiga.

"Oh, isto está delicioso", murmurou para si mesma, escondendo um sorriso atrás do leque. "Bem, minha querida, parece que você tem a atenção de todos esta noite."

"Talvez, mas não pelos motivos certos", respondeu Clara, sem se virar.

Theo inclinou ligeiramente a cabeça, como se estivesse avaliando a situação. Em seguida, colocou a mão no braço de Clara.

— Você está bem por um instante? Vi alguém com quem preciso conversar.

Clara ergueu uma sobrancelha.

— Isso significa que você vai causar problemas?

— Isso significa que vou tornar a noite mais interessante.

Theo sorriu e, sem esperar por uma resposta, afastou-se com passos decididos.

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Damien permanecia imóvel junto a uma das mesas, com um copo de conhaque intocado na mão. O copo gelado pressionava seus dedos, mas o verdadeiro frio vinha do peito. Ele fingiu indiferença, tentando convencer a si mesmo de que não a vira… e falhou.

Cada movimento de Clara, a leveza com que deslizava pela sala, atraía seu olhar como por um magnetismo. O riso de outras vozes, a música das cordas, tudo se dissipava até que restasse apenas a sua imagem. O líquido no copo tremia levemente sob a pressão de seus dedos, revelando a batalha silenciosa que ela travava em seu interior.

"Se você vai continuar olhando para ela desse jeito, pelo menos tente disfarçar", murmurou Alexandre, com a voz baixa, carregada de ironia e uma preocupação que ele não ousava expressar em voz alta.

Damien não reagiu imediatamente. Seu maxilar se contraiu; seu aperto no copo se intensificou ainda mais, mas ele permaneceu em silêncio.

"Não sei do que você está falando", respondeu ele finalmente.

Alexandre ergueu uma sobrancelha.

- Claro que não.

Naquele instante, Lady Evangeline colocou seu copo vazio sobre a mesa, atraindo o olhar de ambos como se tivesse atirado uma pedra em um lago calmo.

"A noite está linda, não acha?", comentou ela, olhando ao redor da sala de estar. "Tantos reencontros inesperados."

Seu tom indiferente mascarava sua verdadeira intenção: reafirmar sua posição ao lado dele e lembrá-lo de que ele estava preso na teia que ela mesma havia tecido. Alexandre respondeu sarcasticamente:

— Pois é. Tão interessante que algumas pessoas parecem não saber o que pensar disso.

Seu sorriso não vacilou, mas por um instante seus dedos se fecharam com força no leque de seda.

"Cada um escolhe como aproveitar a noite, meu caro Marquês", disse ele, virando-se para Damien. "Você está excepcionalmente quieto esta noite."

— Não há nada a dizer.

"Ah, sempre há algo a dizer, querido", respondeu ela com um sorriso. Seus olhos âmbar brilhavam enquanto avaliavam cada gesto dele, cada hesitação. Ela sentia a tensão em seu corpo e, embora pensasse que o tinha exatamente onde queria, aquela rigidez a incomodava.

"Espero que certas distrações não estejam arruinando sua noite", acrescentou ela docemente, mas com uma pontada de ironia em suas palavras que era impossível ignorar.

Damien não se dignou a responder. Alexandre tomou um gole de seu conhaque e comentou casualmente:

Lady Wellington parece estar se divertindo.

"E eu deveria", respondeu ela ironicamente. "Afinal, uma dama com o seu passado deveria aproveitar todas as oportunidades para encontrar um marido."

Damien cerrou os dentes e se virou para ela, com o olhar duro.



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En el texto hay: humor, intriga, amor

Editado: 14.01.2026

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